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Como cuidar da dificuldade na introdução alimentar?

Uma criança altamente dependente da amamentação precisa, em um primeiro momento, passar por consultas médicas para que a gravidade do caso seja avaliada. Existem crianças que já estão em um estado de deficiência de componentes essenciais à saúde. A introdução de novos alimentos precisa começar a partir dessas necessidades mais urgentes.

Você ainda pode precisar da ajuda de nutricionistas e psicólogos para melhorar a relação da criança com a alimentação. Lembre-se de que a inserção de novos alimentos, assim como o desmame, precisam ser feitos de maneira gradual e completa.

Os pais nunca devem assumir uma postura punitiva frente à dependência da amamentação. O reforço às atitudes de ampliação do contato com novos alimentos, por outro lado, precisa estar sempre presente durante o tratamento. Dessa maneira, a criança pode ser incentivada a fazer a transição, mesmo que em momentos mais tardios. 

A amamentação prolongada pode gerar seletividade alimentar?

Quando falamos em crianças que possuem dificuldades no período da introdução alimentar, estamos falando especificamente de crianças com dificuldades em aceitar novas texturas e sabores. Elas não conseguem passar para o consumo de alimentos sólidos com facilidade.

O que isso pode gerar? Podemos verificar uma profunda relação dessas dificuldades em fazer a introdução alimentar com o desenvolvimento de seletividade alimentar. Desde o período da amamentação, a criança que não consegue fazer essa transição está sendo condicionada a um comportamento de recusa a determinados alimentos.

O bebê não vai aprender a se relacionar de maneira saudável com a maioria dos sabores, cheiros, texturas, cores e formas dos alimentos. Esse é um forte precursor do desenvolvimento de transtornos de seletividade. Por este motivo a introdução deve ser feita com orientação de um profissional capacitado: o nutricionista. 

O problema se torna ainda mais grave quando não há uma preocupação por parte dos pais. Geralmente, a criança que está com dificuldades para fazer a transição precisa de apoio de pediatras e de uma atenção especial em casa. A dependência da amamentação pode ser maior para estas crianças justamente pela dificuldade em aceitar alimentos. 

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Amamentação prolongada leva à seletividade alimentar?

mãe e filha

A amamentação e a transição alimentar

A amamentação é um período natural na relação entre bebês e suas mães. Ela é essencial para desenvolver o organismo do bebê enquanto ele ainda não tem os sistemas concretos para processar e fazer a digestão de alimentos sólidos. A amamentação fornece, ao bebê, uma série de nutrientes essenciais ao crescimento, e essa é uma das razões pelas quais essa é uma atividade obrigatória para nutrição no começo da vida. Mas quando a amamentação deve parar?

Essa questão é colocada por muitos nutricionistas. Não há um período ideal para o desmame, mas a OMS recomenda que a amamentação seja sustentada até os dois anos. Seja como for, chega uma hora que a criança precisa fazer a transição alimentar. Essa transição diz respeito à passagem da alimentação por leite à alimentação por comidas sólidas. É nessa etapa que os problemas de recusa alimentar podem ocorrer. Vamos discutir esse aspecto a seguir.

Por que a introdução alimentar é importante?

A introdução alimentar é um dos períodos mais importantes no desenvolvimento infantil. Afinal, a criança continuará consumindo alimentos sólidos para o resto da vida. A partir dessa reflexão, podemos entender melhor a importância de realizar uma transição saudável.

Ainda podemos pontuar o fato de que a criança, a partir de certa idade, não consegue mais os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento apenas com alimentação por leite materno. O que era, em um momento anterior, a fonte principal de nutrição, agora deve ser colocada como uma fonte secundária.

A amamentação fica em segundo plano, como um auxílio ao desenvolvimento do organismo da criança. Ela precisará de outras fontes, conseguidas por meio de alimentos sólidos leves em um primeiro momento. No período de transição, podemos usar alimentos como frutas, legumes, sopas, entre outros.


O período de transição ainda é essencial para o desenvolvimento de uma variedade de opções na vida da criança. Anteriormente, ela conhecia apenas o leite. Agora, ela pode entrar em contato com uma grande variedade de sabores, texturas, temperaturas e cores. Essas podem parecer coisas irrelevantes para adultos, mas chamam a atenção das crianças, principalmente de bebês. 

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Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br

Maria Cristina Lopes psicóloga
mulher amamentando bebê

A amamentação é um período essencial para desenvolvimento das bases para boa nutrição ao longo do restante da infância. Afinal, esse é o primeiro contato que o seu filho tem com o ato de se alimentar em si, e você precisa garantir que esse contato seja eficiente.

O período de amamentação pode variar de acordo com as preferências e hábitos da criança, mas também com o comportamento das mães. Mas será que esse período de amamentação interfere no possível desenvolvimento de uma seletividade alimentar?

É o que vamos te explicar hoje. Aqui, você entende como a amamentação e a seletividade alimentar estão relacionadas. Assim, você pode garantir os cuidados no fornecimento de condições alimentares adequadas aos seus filhos.