Por que meu filho não se alimenta bem?

Existe uma fase, pela qual a maioria das crianças passa, de recusa a determinados alimentos. Isso ocorre de maneira natural, dado que a partir do segundo ano de vida, a criança diminui a sua alimentação em quantidade e em número de vezes durante o dia. Isso já pode fazer com que os pais fique atentos.

Há, ainda, outra situação a se considerar: pode ser que a educação alimentar não esteja sendo empregada com cuidado. O apelo à ingestão de alimentos maléficos á saúde, como doces, refrigerantes, fast-food e salgadinhos, é muito grande. 
Alguns pais não colocam um controle mais evidente em relação a esse tipo de alimentação em seus filhos. Mais tarde, com o passar dos anos, eles podem realmente desenvolver um problema com a seletividade.

Ademais, as crianças simplesmente não se lembram da responsabilidade de alimentação em horários adequados. Por isso, se a família não tem uma rotina de refeições conjunta, pode ser que o filho tenha recusa a se alimentar em determinados horários.

mãe e filho sentados
Maria Cristina Lopes psicóloga
Artigo Doutor o meu filho não come

O que é a seletividade alimentar?

A seletividade alimentar ocorre quando essa tendência a não comer (em quantidade e/ou variedade) começa a ficar mais grave. Podemos evidenciar alguns comportamentos mais chamativos nas crianças que já passaram da fase de uma simples recusa, e estão entrando em uma fase mais delicada de seletividade.

São eles a falta de apetite, a recusa alimentar agravada e o desinteresse total pela alimentação. Em grande parte das vezes, os sinais começam a aparecer na idade da pré-escola, na qual os filhos começam a sair mais de casa.

Na verdade, existem muitas formas pelas quais uma simples recusa pode se tornar uma seletividade. Você pode, por exemplo, ter um filho que passou por alguma situação ruim em associação à comida, o que ocorre com frequência nos traumas.

Há, ainda, as crianças que possuem problemas no sistema digestório, como é o caso de gastrites severas, operações e contaminação com vírus. Se o seu filho passou por isso, ele pode começar a desenvolver a seletividade pelo impacto da situação.

curso como fazer seu filho comer
Artigo Seletividade alimentar no autismo

Como melhorar o quadro?

Você pode investir em algumas técnicas para reduzir a recusa alimentar em crianças. É importante evidenciar que os esforços devem ser feitos ainda na fase infantil, para que o problema não chegue na fase adulta.

Se o problema for mais grave, é essencial consultar um psicólogo, que te encaminhará um tratamento completo. Você ainda pode trabalhar em exercícios em casa, para ajudar seus filhos: invista em estratégias para convencer a criança aos poucos e sempre reúna a família na hora das refeições.

Uma dica é tomar cuidado com o tempo de alimentação. Nunca apresse ou pressione o seu filho, deixando que ele se alimente no tempo em que ele se sinta à vontade. Assim, ele não desenvolve padrões de inquietação mais severos durante o período de alimentação.

Artigo O que é a seletividade alimentar
mãe e filho

Como saber se o seu filho só está passando por uma fase ou se ele tem seletividade alimentar?

Quais são os sinais da seletividade em crianças?

O grande questionamento de hoje é esse: como saber se o meu filho está passando por essa fase, da qual falamos anteriormente, ou se o problema é mais sério? Para que você fique mais tranquilo, vamos pontuar sinais comuns.

Primeiramente, você precisa investigar se a criança passou por algo impactante. Vale pontuar que essa situação pode ou não ter a ver com a alimentação em si. Existem casos em que a criança somente passou por um episódio ruim, como a separação dos pais ou a morte de uma pessoa querida ou ainda um problema orgânico que pode ter sido associado à comida, como refluxo, problemas respiratórios ou gastrointestinais.

Alguns sintomas secundários podem ser notados: a ansiedade em situações que envolvem a alimentação e a inquietação quando chega a hora de fazer refeições são quadros bastante comuns. A criança ainda pode apresentar traços de ansiedade social generalizada, perda de peso rápida e até náuseas frequentes na hora de se alimentar. 

Devemos pontuar que, em situações mais severas, a criança pode desenvolver traços de pânico e dificuldades de relacionamento com a família e na escola. Inclusive, a escola é um lugar valioso de investigações sobre os padrões alimentares em crianças.

comportamento alimentar infantil logo cenoura

Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br

A primeira preocupação de muitos dos pais de crianças é a alimentação. De fato, esse é um fator extremamente importante, pois é na infância que temos a maior parte do nosso desenvolvimento. O que fazer quando nossos filhos não aceitam comida?

Primeiramente, você precisa se acalmar e avaliar melhor a situação antes de assumir que o seu filho está com problemas de alimentação. Muitos pais podem confundir um transtorno mais grave de seletividade alimentar com uma fase pela qual quase todas as crianças passam.

Para te ajudar a resolver esse dilema, vamos te dar algumas orientações valiosas. Assim, você verifica como agir para estimular a alimentação de qualidade no cotidiano do seu filho, e avalia a necessidade de contatar profissionais. Entenda melhor abaixo! 

Leia também: