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Artigo Você tem medo de comida?

Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br

criança comendo com sopa com as mãos

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Por que ela ocorre?

São diferentes os motivos pelos quais podemos identificar uma seletividade alimentar. Como já pontuamos, existem aquelas consideradas como normais, e que podem decorrer de aspectos fisiológicos ou psicológicos.

Um aspecto fisiológico seria, por exemplo, uma maior sensibilidade do seu corpo a alguns dos componentes de determinados alimentos. Podem existir pessoas que recusem ingerir alimentos salgados demais ou muito azedos, e isso se deve a aspectos somente biológicos.

O fator psicológico geralmente é o que pesa mais. Desde pequenos, estamos condicionados a nos alimentar de uma determinada maneira, e isso tem a ver tanto com os nossos hábitos, como com o nosso ambiente familiar e social. Os alimentos que estão presentes com abundância acabam sendo reforçados, se houver uma boa relação com ele.

Os alimentos que nunca estão presentes podem se tornar algo aversivo. Devemos considerar, para entender esse aspecto, que nossa gustação funciona pelo mesmo sistema: assim como nos acostumamos a emitir comportamento, nos acostumamos a ingerir determinados alimentos, com sabores característicos. Quando aquilo não nos é apresentado, a tendência é a recusa.

Muito se ouve falar sobre a seletividade alimentar, mas são poucas as pessoas que consegue realmente entender o conceito. Esse fator pode dar lugar a situações de confusão, em que os indivíduos se perguntam constantemente até que ponto um quadro pode ser considerado normal, e quando exatamente a seletividade passa a ter relevância clínica.

Os manuais de transtornos psicológicos pontuam uma linha tênue entre um quadro problemático e uma seletividade normal. Na realidade, tudo se resume à qualidade de vida do paciente: o quadro é clínico a partir do momento que a pessoa começa a ter o seu cotidiano influenciado pela seletividade exagerada.

Para te ajudar, separamos um bom material sobre o assunto. Assim, você pode entender mais sobre o conceito e tirar todas as suas dúvidas. Confira o que separamos para você abaixo!

O que é a seletividade alimentar?

O que chamamos de seletividade alimentar?

A seletividade alimentar é uma condição que acomete grande parte das pessoas. Na realidade, se você parar para pensar, não há uma pessoa no mundo que se alimente com todos os ingredientes disponíveis. Existem comidas que gostamos e comidas que não gostamos, e isso é perfeitamente normal.

O conceito de seletividade alimentar pode se dar por diversas vias. Existe, por exemplo, aquela seletividade associada à doenças orgânicas, como diabetes, intolerância, entre outros. Nesses casos, podemos descartar a possibilidade de qualquer transtorno psicológico.

Existe a seletividade alimentar que ocorre por conta de nosso histórico de comportamentos e alimentação. É dela que falamos quando pontuamos a necessidade de acostumar a criança à boa alimentação, para que essa seletividade não esteja associada à ingredientes benéficos à saúde.

Seja como for, uma definição mais pontual da seletividade alimentar é: a recusa, a falta de apetite, o descontentamento e o desinteresse por algum alimento. Essas condições podem ser definidas por diferentes aspectos do alimento em questão, como seu sabor, sua textura ou até sua cor.

O quadro, como já sugerimos anteriormente, tem seu início na infância, mas pode persistir e se agravar no período da adolescência e da vida adulta. Se isso ocorrer, e atrapalhar o cotidiano da pessoa, podemos estar diante de um transtorno alimentar.

criança comendo fruta
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Quando devo me preocupar?

Uma das questões mais frequentes sobre a seletividade alimentar é essa: quando está na hora de procurar ajuda? Quando a seletividade pode ser considerada patológica? São muitos os estudos sobre transtornos alimentares, mas ainda não temos uma conclusão para esse tipo de questionamento.

O que queremos dizer é: a situação vai variar de pessoa para pessoa, e algo que é extremamente agressivo para uma, pode não ser para outra. De maneira geral, somente devemos nos preocupar quando o quadro começar a afetar o nosso dia-a-dia. 

Existem alguns fatores para os quais precisamos ficar atentos: a perda de peso excessiva, a falta de disposição e humor, comportamentos antissociais relacionados ao ato de se alimentar, entre outras variações que podem aparecer em diferentes pessoas.

Esse comportamento antissocial pode surgir da vergonha de se alimentar, devido ao agravante de uma seletividade extrema. É importante procurar saber se a pessoa se alimenta sozinha, se consegue se alimentar em público ou se se relaciona bem mesmo com os alimentos que não consome.

Devo buscar tratamento?

O tratamento só deve ser buscado se houver necessidade, uma vez que a seletividade alimentar é uma condição normal até determinado ponto. É interessante destacar, entretanto, que você pode procurar uma reeducação alimentar ao lado de profissionais da nutrição se quiser melhorar a qualidade da sua alimentação.

O tratamento para casos extremos de seletividade pode ser feito com equipes multiprofissionais, nas quais se inclui o médico, o psicólogo, o nutricionista e outros especialistas da área da saúde, conforme necessário. Deve-se verificar a condição do problema antes de começar, e se ele pode ser um transtorno ou não.

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