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Maria Cristina Lopes psicóloga

Quais são os principais sintomas?

Podemos usar alguns meios para identificar se uma criança pode estar apresentando o transtorno de processamento sensorial. Se o transtorno for mais geral, podemos ter uma total desorientação frente ao ambiente. Por isso, não é incomum ver crianças diagnosticadas que apresentem níveis de coordenação baixo.

Na realidade, de maneira mais geral, podemos dizer que uma criança com transtornos de processamento não responde aos estímulos do ambiente da mesma maneira que outras crianças. Quando estamos falando nesse transtorno com relação ao processamento ligado ao paladar, podemos ter a perda de apetite, ausência de resposta ao alimento, ausência de percepção de gostos do alimento e vômitos com maior frequência. O contrário também pode acontecer, ou seja, uma percepção exacerbada dos estímulos dos alimentos (cheiros, texturas e sabor).

Como ser impedido de processar sensações de forma adequada é um quadro extremamente incômodo, as crianças também podem apresentar níveis elevados de stress e podem ter colapsos ao serem expostas aos estímulos em grande quantidade. Por isso, recomenda-se não forçar as situações em casa. 

O transtorno de processamento sensorial não é um dos distúrbios mais conhecidos hoje em dia. Entretanto, ele pode trazer inúmeros problemas para a vida do seu filho, assim como para o relacionamento dentro da família. Se você ainda não sabe a razão pela qual o seu filho está tendo padrões alimentares fora do comum, a resposta pode estar nesse transtorno. Este transtorno pode ser tratado com a ajuda de profissionais.

Hoje, vamos te explicar o que é o transtorno de processamento sensorial, como você pode identificá-lo e o que fazer se o seu filho apresenta todos os sinais do desenvolvimento desse distúrbio. Assim, você pode acabar com o problema mais rápido. Observe o conteúdo que separamos a seguir.

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Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br

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O que é o Transtorno de Processamento Sensorial e como pode interferir na alimentação do seu filho

Como se caracteriza o transtorno de processamento sensorial?

O transtorno de processamento sensorial se caracteriza por um distúrbio de processamento em nível cerebral. O nosso cérebro possui uma série de nervos cranianos que são responsáveis pelo processamento de sensações e estímulos motores, como a visão, audição, tato e paladar.

Muitas vezes, o sistema de ligação entre essas áreas de processamento cerebral e os órgãos do sentido não está trabalhando como deveria. Em termos gerais, o nosso cérebro não responde da maneira comum aos estímulos sensoriais do meio. Por conta disso, alguns padrões diferenciados de comportamento podem surgir, e geralmente eles são determinados como “estranhos” ou problemáticos.

Podemos diagnosticar a presença desse tipo de transtorno desde muito cedo na vida da criança. Vale pontuar esse transtorno vai depender de algumas variáveis. O seu filho pode ser muito sensível a barulhos altos, se o distúrbio está afetando em maior frequência as áreas de processamento auditivo. O mesmo ocorre com a alimentação, se a área do paladar estiver muito afetada, assunto que vamos aprofundar mais adiante. 

Como a alimentação é alterada?

Vamos nos aprofundar mais um pouco na questão da alimentação. Note que uma criança com esse transtorno não vai responder a maioria das situações em que o processamento de informações é necessário, e não somente à presença da comida. Os sintomas podem variar em frequência, como pontuamos anteriormente.

Como uma criança com esse distúrbio tem dificuldades em processar os estímulos, ela pode apresentar grande recusa ao contato com novos alimentos. Muitas vezes, essa seletividade alimentar pode chegar a níveis mais severos, em que a criança só consegue comer uma variedade na refeição.

Você deve entender que, se o seu filho sofre com essa condição, não é apenas o contato com a comida em nível de paladar que o aflige. Existem elementos sensoriais secundários que podem ser aversivos, como a coloração da comida, a textura, a temperatura, a consistência, entre outros fatores.


E eles influenciam na aceitação? Pode ser que, para uma criança normal, isso não faça sentido. Porém, os indivíduos com esse transtorno de processamento sensorial costumam sentir o impacto desses elementos de maneira reforçada. O resultado é a recusa e aversão imediata. 

Como é feito o tratamento?

Se identificou com o quadro? Seu filho está apresentando os sinais que destacamos? Você pode conseguir um tratamento e melhorar a qualidade de vida da criança. Pode ser difícil encontrar ajuda, uma vez que o diagnóstico varia, mas há um tratamento para melhorias no processamento sensorial.

Esse tratamento é chamado de integração sensorial, e é feito por meio de terapias, em especial, com o terapeuta ocupacional. Outros profissionais podem ajudar neste processo, como o fonoaudiólogo, o nutricionista e o psicólogo. 

O método consiste na utilização de recursos lúdicos para adaptação da criança. Os jogos são muito usados e aliados à presença dos pais. Depois, o tratamento será adaptado a deficiências individuais das crianças, em relação a alguns dos sentidos.

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