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O refluxo pode levar a seletividade alimentar!

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Relação entre refluxo e seletividade alimentar

Como mencionamos anteriormente, o tratamento de refluxo não é rápido. Ele precisa ser iniciado logo nos primeiros estágios da doença, assim que a condição for identificada. Mas o que ocorrerá se o refluxo for mantido por muito tempo? A criança pode desenvolver seletividade alimentar.

De fato, uma parcela das pessoas que apresentam seletividade alimentar têm a condição decorrente de um ou mais episódios relacionados a doenças biológicas, como é o caso do refluxo. É comum, também, que existam pessoas com estomatite ou crianças que permaneceram muito tempo em período de amamentação.

Todos conseguimos imaginar o que ocorre quando uma criança não consegue comer, pois logo depois vomita. Ela vai começar a associar esse desconforto de vomitar a presença de comida, ou até ao momento da refeição. Essa pode ser uma associação perigosa, pois está enraizada em diferentes situações em que ocorre o vômito após a ingestão.

Existe uma série de fatores que podem influenciar no desenvolvimento da seletividade alimentar em pessoas com refluxo. Como mencionamos no tópico anterior, há casos em que a associação é feita entre o desconforto e a cor da comida, ou mais comumente, entre o desconforto e o tipo de alimento que está sendo consumido.

Podemos imaginar que uma criança que faz essa conexão desde muito cedo ficará com um quadro de seletividade grave. Afinal, o refluxo não escolhe o tipo de comida, a cor, a textura ou o sabor. Como estamos falando de uma condição quase automática, em que o ácido vai ao esôfago em todos os episódios de alimentação, não há essa distinção.

Como combater quadros de seletividade como consequência de refluxo?

O que fazer nesses casos? Se a criança já estiver apresentando traços de seletividade, você precisará procurar por atendimentos especializados, por meio de um profissional de psicologia e nutrição. Esse tipo de tratamento é feito de forma multidisciplinar.

Se a criança estiver com um quadro de refluxo ainda precoce, é necessário fazer um tratamento com médicos especializados o mais rápido possível. Assim, você pode evitar que a seletividade comece a se apresentar. É uma excelente maneira de prevenção de consequências mais complicadas.

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Maria Cristina Lopes psicóloga

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Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br

O refluxo

Os quadros de refluxo possuem uma explicação simples. O nosso estômago é preenchido com um ácido, que deve permanecer naquela área. Em alguns casos, o ácido sobe pelo esôfago e causa uma irritação no tubo alimentar. A mucosa que recobre esse tubo fica irritada, e pode interpretar essa irritação como necessidade de vomitar.

De fato, um dos sinais mais evidentes de quem tem refluxo é o vômito. Na realidade, a maioria das comidas ingeridas pela criança com refluxo são colocadas para fora do corpo logo após a alimentação. Precisamos alimentar a criança pela segunda vez para que o alimento realmente vá ao estômago. Por conta dessas dificuldades, é comum que crianças que apresentem refluxo tenham dificuldades na hora de comer. Os episódios podem-se especialmente incômodos para crianças menores, já que o vômito não é uma condição normal nem esperada pelo nosso organismo.

O tratamento para quadros de refluxo é mais lento em comparação com condições simples. Podemos afirmar que o retorno do ácido do estômago pelo esôfago é algo que se resolve em médio prazo. Em questão de 6 meses ou 1 ano, a criança deve voltar a se alimentar normalmente. Vale citar que existem casos em que o quadro não é tão simples. Algumas crianças podem ficar com refluxo por anos, é essa condição exerce um impacto maior na saúde e na alimentação nos períodos posteriores da vida. 

Sinais de seletividade alimentar

Antes de falarmos efetivamente sobre a relação entre refluxo é seletividade alimentar que, como você pode deduzir, é bastante íntima, vamos citar alguns pontos de atenção sobre a seletividade em si. Os primeiros sinais de seletividade alimentar podem ser sintetizados em uma recusa a determinados tipos de alimentos. Esses alimentos podem ser de sabores, texturas ou cores parecidas. Em casos mais severos, os critérios para relação entre alimentos é bem mais subjetivo.

Outros sintomas comuns da seletividade alimentar são: reclusão, recusa a interação (principalmente em situações em que há a presença da alimentação), nervosismo, vergonha de se alimentar e até desnutrição. Quando o quadro de seletividade é muito severo, podemos identificar uma rápida perda de peso, principalmente em crianças. 

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Quadros de refluxo costumam ser bastante comuns em algumas crianças nas primeiras fases da vida. Apesar dessa condição de saúde apresentar melhor ao longo dos anos, ela precisa ser tratada da maneira correta para não gerar um quadro de seletividade alimentar no futuro.

Se você nunca ouvir falar de seletividade alimentar através de casos de refluxo, deve ficar atento. Essa é uma consequência mais comum do que você imagina, e pode gerar maiores dificuldades ao longo dos anos posteriores de vivência da criança. 

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