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O comportamento alimentar infantil inadequado tem causas multifatoriais. Várias coisas podem influenciar para que as crianças tenham uma alimentação restrita ou sintam ansiedade frente a alguns alimentos. Alguns fatores que podem influenciar são: introdução alimentar inadequado e não orientada, amamentação não exclusiva até os 6 meses, estomatite, fissura palatia, quadros crônicos de vômito, diarreia ou dor, odontalgia, mudança de rotina, morte familiar, transtornos psicológicos e comportamentais como: hiperatividade, espectro do autismo (incluindo o antigo asperger), baixa autoestima, etc.

Para o tratamento é preciso diagnosticar as possíveis causas. Mas independente delas o tratamento base deve ser o tratamento com orientação psicológica. Por mais que as causas talvez não sejam psicológicas, a alimentação é um comportamento e deve ser tratado pelo profissional do comportamento: o psicólogo. Consultar um nutricionista é importante para saber faltas nutricionais e saber quais alimentos precisam ser incluídos com maior urgência. Porém, apenas isso não será o suficiente para as crianças. É preciso saber como fazer com que as crianças consigam de fato comer o alimento, sem outros comportamentos inadequados, como: cuspir, provocar vômito, choro descontrolado, etc. Outros profissionais que talvez precisem ser consultados também, são: nutricionista, pediatra, psiquiatra, dentista e fonoaudiólogo.

Na clínica uma das causas mais comuns é a estomatite a a introdução alimentar inadequado. Portanto, para a introdução alimentar inadequada, a melhor orientação é a prevenção: consultar um nutricionista, um psicólogo e um pediatra para uma introdução alimentar adequada se faz necessário.

O tratamento psicológico é simples e eficaz. O grande problema é a falta de profissionais que se dedicam a esta questão. Mas o tratamento é simples: criar um ambiente propício para expor a criança a novos alimentos, fornecer psicoeducação, ou seja, informar sobre comportamento alimentar adequado e inadequado e, finalmente, expor a crianças aos novos alimentos de forma graduada, científica e bem organizada. Expor as crianças aos novos alimentos não é brincadeira. Mães e pais que já tentaram oferecer alimentos para essas crianças sabem muito bem disso. E ficam sem saber como fazer isso de forma eficaz (com bons resultados). É aí que entra o psicólogo!


Muitos estudos mostram que o tratamento psicológico (comportamental) é o mais eficaz para o tratamento de crianças que “não comem”. Esse tratamento, apesar de ser oferecido por pouquíssimos psicólogos, acaba sendo uma luz no fim do túnel para muitos pais e mães!​

Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br

​​O tratamento eficaz para crianças que não comem

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