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A intolerância e alergia relacionadas à seletividade alimentar


Um quadro de alergia pode durar muito tempo, se os pais não buscarem tratamento cedo. Mesmo nos casos em que os pais buscam tratamento a gravidade pode ser alta e as taxas de sucesso serem baixas. Se isso realmente ocorrer, a criança pode começar a ter dificuldades em experimentar alimentos novos, ou pode associar a alimentação a características negativas. Esse é o ambiente perfeito para o desenvolvimento de seletividade alimentar.

Imagine que o seu filho tenha alergia ao leite. Existem diferentes alimentos que ele não pode consumir. Se a ingestão ocorrer, ele deve sentir sintomas bastante desagradáveis. Com o tempo, a criança se torna pouco receptiva e até receosa frente a novas possibilidades de experimentar com comidas. Afinal, ela já teve contato com muitas situações aversivas quando tomou esse caminho.

Você até pode tentar explicar para o seu filho que isso não ocorre com todos os alimentos. Porém, o cérebro da criança funciona de outra forma e facilmente formam-se associações entre o desconforto dos sintomas da alergia ou intolerância e a comida.

Ainda estamos falando da alergia, que como pontuamos, pode ser tratada. Os casos de intolerância possuem grandes chances de desenvolvimento de resultados ainda mais complicados. O mesmo caminho pode ocorrer, mas não há uma reintrodução da classe de alimentos que geram reação. Afinal, a intolerância não costuma ser passageira.

Como auxiliar o seu filho se ele tem uma intolerância? Como evitar o desenvolvimento de seletividade alimentar? É importante que a família se atente à situação e forneça todas as condições e estímulos para que a criança entre em contato com outros alimentos, que não geram nenhum tipo de reação. Explicar mais sobre a condição e estimular a experimentação com outros alimentos são excelentes ações. Vale tentar!

Seu filho tem alergia ou intolerância alimentar? Atenção a seletividade alimentar!

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ovo

Casos de alergia ou intolerância alimentar são mais comuns do que você imagina. Existem muitas pessoas que desenvolvem essas condições ou até que nascem com uma predisposição forte.

Mas quais são as consequências da intolerância ou da alergia a determinados alimentos? Se seu filho possui alguma dessas condições, você precisa estar atento à possibilidade de desenvolver seletividade alimentar. Entenda mais sobre a relação a seguir! 

Diferenças entre intolerância e alergia a alimentos

Muitas pessoas não sabem, mas intolerância alimentar e alergia ao alimento são coisas diferentes, com diagnósticos distintos e tratamentos específicos. Vamos te explicar um pouco mais sobre esses detalhes abaixo.

A alergia alimentar certamente é a forma de reação mais evidente. Quando a pessoa alérgica ingere uma comida que provoca reação, o sistema imunológico entende como uma ameaça. Por isso, muitas vezes, é comum que o indivíduo apresente reações na pele, enjoo e até dificuldades para respirar.

Devemos pontuar que existem alergias mais agressivas que outras. Algumas pessoas alérgicas não podem sequer entrar em contato com o alimento. Por isso, é importante ficar de olho nas reações do seu filho ao se alimentar. É por meio desse mecanismo que as alergias são descobertas.

A intolerância é um pouco diferente. Ela decorre, na grande maioria das vezes, da falta de uma enzima específica para digestão de determinado alimento no sistema digestivo. Há, também, a formação de alguns anticorpos que fazem a retirada do alimento do contato com o estômago. Entretanto, o fator mais evidente é realmente a incapacidade de digestão. 

O mesmo não ocorre com alergias. Existem casos em que a criança é alérgica desde cedo, e depois de um tratamento extenso, ela já pode consumir o alimento. Esse tipo de melhora ocorre principalmente em crianças com alergia à proteína do leite, um alimento comumente evitado por pessoas que apresentam ambas as condições. 

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Sintomas de seletividade alimentar

A seletividade alimentar pode apresentar alguns pontos característicos. Antes de relacionar a intolerância e a alergia à seletividade, precisamos selecionar e entender algumas das manifestações mais evidentes. Assim, você poderá ter mais atenção e cuidado com o seu filho, inclusive para evitar que o distúrbio se torne realidade. Para te ajudar, fizemos uma lista dos principais sintomas de seletividade alimentar. Aqui, vamos nos focar em crianças para te auxiliar no reconhecimento de traços em seus filhos.

●Reclusão e distanciamento de situações que envolvem a alimentação, como horários de refeições
●Vergonha de se alimentar na frente dos outros
●Forte recusa a uma classe ou tipo específico de alimentos, geralmente com algum traço em comum
●Impacto negativo na vida social, na escola e na relação com a família e amigos
●Ansiedade relacionada a situações que envolvem a alimentação

Outros sintomas podem se tornar evidentes, mas isso dependerá muito da pessoa e do histórico de relação com a comida do qual estamos falando. 

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Maria Cristina Lopes psicóloga

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Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br