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Famílias com filhos seletivos geralmente vão ao médico em busca de soluções quando há problemas médicos, como perda de peso (que não é normal para uma criança em fase de crescimento). Estes problemas são em decorrência da recusa alimentar e outras estratégias psicológicas, comportamentais e nutricionais também devem fazer parte do tratamento, mesmo quando a demanda é pela perda de peso.

Crianças que sofrem com TARE podem apresentar um sintoma contrário: excesso de peso. Isso acontece quando a criança aceita somente alimentos gordurosos ou ricos em carboidratos e recusam proteínas, frutas ou verduras.

Referências:

American Psychiatry Association, (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental disorders - DSM-5. 5th.ed. Washington: American Psychiatric Association.

BBC News (1998, setembro, 24) Health Children who fear food [Blog]. Recuperado de: http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/179613.stm

Pinheiro, N. P. (2011). Classificação e diagnóstico de transtornos alimentares na infância: Nem DSM, nem CID-10. Psicologia em Pesquisa, 5(1), 61-67.

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Este não é um transtorno relacionado à imagem corporal ou ao controle de peso. Os sintomas são estritamente relacionados à comida e há um critério especial de exclusão de sintomas sobre imagem corporal. Isso fica claro quando percebemos a diferença da população afetada.

Em relação à anorexia ou bulimia a população mais afetada é de mulheres com problemas de autoestima e os sintomas geralmente iniciam na adolescência. Já em relação ao Trantorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE) os sintomas iniciam muito mais cedo existindo muitos relatos de início dos sintomas desde a introdução alimentar. Além disso, há a maioria de meninos afetados por esta condição.

O TARE foi descrito pelo manual de doenças da APA (American Psychiatry Association) apenas em 2013, porém, este transtorno já foi tópico de muitos livros e artigos antes disso. A BBC em 1998 fez uma matéria sobre o assunto apontando que é possível reverter o quadro caso tenha tratamento adequado.

Muitas crianças apresentam medo de engasgos ou outros problemas que podem acontecer a acontecer a partir de comer, como dores abdominais. É comum o relato de crianças que comiam normalmente e de repente começaram a evitar grande parte dos alimentos. Já em 1998 questionavam sobre a possibilidade de problemas médicos anteriores terem condicionado o medo de comer. O DSM-V confirma esta teoria associando o TARE a problemas gastrointestinais, respiratórios e alergias.

Maria Cristina Lopes | Psicóloga CRP5/47829
Mestranda em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de Coimbra
Psicoterapeuta infantil pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro
Certificada pelo Conselho Federal de Psicologia para atendimentos online
Criadora do curso online “Como fazer seu filho comer”
www.mamaecuidadora.com.br

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Maria Cristina Lopes psicóloga

Pesquisadores identificaram um novo diagnóstico de transtorno alimentar: o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo (TARE). Estre trantorno é caracterizado por recusa alimentar, prejuízo nutricional e dificuldades sociais ocasionados pela dificuldade alimentar. No entanto, cada pessoa terá sintomas característicos e cada caso pode ser bem distinto um do outro.

No geral, pessoas com este transtorno querem melhorar e comer bem, no entanto, não conseguem. Ou seja, não é uma simples questão de escolha ou preferência. Pode haver também sintomas de fobia do alimento. Este sintoma já foi classificado pela literatura científica como “transtorno emocional de evitação da comida” ou simplesmente “fobia alimentar”.

“Fobias relacionadas à ingestão de comidas, também denominada disfagia funcional. Tais distúrbios se apresentam na infância e compreendem medo de comer dada a possibilidade de engasgo, vômitos, diarreia ou reações alérgicas. Pauta para diagnóstico: a) Evitação de comida; b) Medo de engolir, engasgar, vomitar ou ter diarreias; c) Ausência de cognições anormais sobre o peso e a figura; e d) Ausência de enfermidade orgânica cerebral ou psicose” (Pinheiro, 2011).